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Rio de Janeiro, RJ,
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Sou Psicólogo corporal, Acupunturista Somático e Facilitador de grupos. Nesse site você vai saber mais sobre meu trabalho, percurso profissional, as técnicas que utilizo em meus atendimentos e vários textos informativos dentro da área de saúde, bem estar e arte.

O DNA dos relacionamentos

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O DNA dos relacionamentos

Bruno Cuiabano

Imagine que a você pega uma semente que contem o DNA de uma planta inteira, mas não é obvio como ela vai crescer. Pequena ou grande? Delicada ou forte? Existem muitas influencias que variam e determinam como será a planta apesar de seu DNA.

Seu jardim vai crescer ou não dependendo do trabalho que você coloca nele, a água, fertilizantes, o local de suas plantas, etc. Também existem coisas que não dependem de você para que o jardim cresça: o sol, a saúde do solo. Não importa o quanto você queira controlar, os relacionamentos sempre vão procurar sua própria expressão verdadeira.

Podemos amar sem medo em suas infinitas possibilidades. É necessário fluir no que existe e naturalmente construir de acordo com o que reflete as necessidades de cada membro.

Abordagens de relacionamentos

Existem algumas categorias e eixos de abordagens nos relacionamentos.

O primeiro eixo vai do “agentes livres” para “comunidade orientada”.

O outro eixo corre de “solos” para “entrelaçados”.

Agentes livres – valorizam autonomia pessoal, tomam suas próprias decisões, pedem pouca permissão para outras pessoas. É fácil julgar achando que eles não tem compromisso, mas isso pode não ser verdade, depende de cada um. O extremo disso pode ser pensado como “anarquia relacional”. relações que não são regidas por nenhum tipo de hierarquia em momento nenhum.

Comunidade orientada – focam na interconectividade e nas relações em comunidade. O que diferencia esse eixo não é o compromisso e responsabilidade, mas sim as formas de negociação. A diferença está na prioridade em diferentes fatores e processos para se chegar as decisões. Vontade de irmandade e convivência com muitas pessoas de forma intensa e diária.

Solos – se apresentam ao mundo como solteiros primeiramente, mesmo estando em relações. Eles não assumem nunca as hierarquia de relações e não querem viver com nenhum parceiro, não querem juntar finanças, não pensam muito em ter filhos, etc.

Entrelaçados – querem estar próximos, compartilhando lugar para viver, filhos, finanças. Se vem como parte de um todo. Pensamento nuclear, hierarquia menos dinâmica, mais constância nas relações.

Obs: Poucos estão nos extremos desse eixos. É mais comum encontrar pessoas no meio, indo de um polo para o outro dependendo do momento da vida.

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Estruturas de relacionamento

Grupos diferentes têm diferentes expectativas relacionadas a regras e acordos. Alguns incluem proibições e permissões. Essas regras são difíceis de implementar e perigosas para a relação. Alguns relacionamentos são mais baseados em regras e prescrições e outros são mais fluidos.

A tendencia de nossa mente é sempre colocar hierarquias como um recurso de organização da nossa vida emocional por conta do medo de não sermos realmente apoiados quando precisamos. A hierarquia tem uma função saudável quando é construída naturalmente.

Confrontando pressupostos sobre sexo

Para alguns o sexo é uma forma de expressar seu romantismo e seu desejo. Para outros o sexo pode ser um forma de lidar e trabalhar com as próprias emoções. Para alguns sexo pode se transformar numa prática de ascese, de autodesenvolvimento.

Qual a maior função que você dá para o sexo? Em que momentos você vivencia um ou outra função? E Porque você escolheu mais uma função do que outra em sua vida?

Monogamia e desejo

Sabemos que na relação monogâmica a intimidade emocional e sexual precisa ser bem entrelaçada. Isso cria problemas quando não existe a mesma atração sexual entre parceiros ou caída de libido entre um deles. É também um problema quando um gosta menos de sexo do que o outro.

Isso gera: coerção, infidelidade, carência de sexo, pressão, brigas.

Alguns pressupostos errôneos:

  • Você deve sexo para alguém em seus relacionamentos

  • Falta de desejo é sinal de que algo está errado.

    Desejo sexual não é algo que pode ser oferecido ou negado somente pela vontade, desejo não é um botão que você aperta. Você nunca deveria fazer sexo quando não quer ou fazer sexo pra salvar a relação, ou pra conseguir algo, etc.


    Para muitas pessoas a monogamia entra como um recurso de segurança e contorno. Uma regulação externa motivada pelo medo de não conseguirem se autorregular em suas ações e pelo medo de que o parceiro também não consiga se regular.

Normalmente essa regulação está intimamente ligada a fantasias de controle e descontrole. Acordos internos e externos de proibições, restrições e permissões. A mente não é controlada por esse mesmo acordo. Logo a fantasia sexual, desejo e libido afloram e acumulam através da imaginação gerando pensamentos obsessivos e atos de triangulação sem clareza. comunicações errôneas e ruídos.

Quando não admitimos para si e para o outro o desejo e a libido no corpo, a mente constantemente irá nos lembrar dele. e as vezes nos atormentar para que a escutemos com atenção, para que sigamos o que o corpo quer.

Definindo parceria

O que é uma relação amorosa? O que separa uma relação amorosa não sexual de uma amizade?

Acreditamos que as definições de uma relação amorosa dependem das pessoas envolvidas para caracteriza-la.

Quando as pessoas na relação são mais importantes que a estrutura de relacionamento. Os processos tendem a ficar mais fortes e resilientes.

Não tente colocar antes em caixinhas as pessoas que você se relaciona ou procurar alguém que entre na caixa, flua com as experiências para que elas mesmas te digam como se colocar diante delas.

Questões:

Quais são minhas necessidades nas relações?

Elas estão conectadas a pessoas especificas?

Quais são as configurações de relação que estou aberto?

Se meu relacionamento muda, estou ok com isso?

O que acontece quando me conecto a alguém diferente dos meus sonhos ou necessidades?