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Rio de Janeiro, RJ,
Brazil

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Sou Psicólogo corporal, Acupunturista Somático e Facilitador de grupos. Nesse site você vai saber mais sobre meu trabalho, percurso profissional, as técnicas que utilizo em meus atendimentos e vários textos informativos dentro da área de saúde, bem estar e arte.

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A Análise Institucional

O movimento Institucionalista

O movimento institucionalista/instituinte é um conjunto de escolas, um leque de tendências com características em comum que se propõe a apoiar e deflagrar nas comunidades, nos coletivos e conjuntos de pessoas processos de autoanálise e autogestão.

Existem várias disciplinas que tem a organização social e o funcionamento da civilização como objeto de estudo. Esse saber acerca do próprio funcionamento é feito por experts, intelectuais. Sábios, conhecedores da estrutura social que, já na sociedade civil se colocam a serviço das empresas multinacionais do mundo corporativo. Tem se colocado a serviço das entidades e das forças dominantes, a serviço das instituições que representam o máximo da concentração de poder, controle, hegemonia – o Estado.

Consequência: os povos despossuídos do saber acumulados por muitos anos pela experiência acerca da própria vida, do próprio funcionamento. Seus saberes ficam inadequados diante do saber cientifico e tecnológico. Com seus saberes subordinados, as comunidades perderam o controle sobre suas próprias condições de vida e dependem quase incondicionalmente dos organismos do Estado.

Toda a produção dos bens materiais indispensáveis a sobrevivência é gerenciado por especialistas: questões de saúde, educação, familiares, psicológicas e subjetivas, de laser, etc. Os experts conhecem e decidem, segundo os interesses de classe, níveis hierárquicos e grupos dominantes aos quais pertencem parcialmente

As comunidades perderam a noção vivencial de suas necessidades, não demandam o que realmente aspiram, mas acham que necessitam do que os experts dizem que necessitam, não conseguem se organizar para resolver seus problemas se não sabem quais são. Os coletivos tem alienado o saber acerca de suas próprias vidas, necessidades, desejos, demandas, limitações, causas de tais necessidades e limitações.

Objetivos básicos da Análise Institucional

Autoanálise – que as comunidades sejam protagonistas de seus problemas, necessidades, interesses, desejos, e demandas para adquirir e enumerar um vocabulário e pensamento que as permita saber acerca de sua vida.

Autogestão – a comunidade se articula, se institucionaliza e se organiza para construir os dispositivos em busca de conseguir recursos necessários para melhorar sua vida.

Autoanálise e autogestão são dois processos simultâneos e articulados. Não significa que elas devam prescindir dos experts, sem duvida, com seus instrumentos e disciplina, eles tem conhecimentos importantes e não totalmente alienantes, ou seja, produtivos.


Os experts devem ser autocríticos, conseguindo separar dentro de suas teorias, métodos e técnicas os que estão a serviço de grupos dominantes e os que podem servir a uma autoanalise e autogestão. Para isso precisam sair da academia e voltar-se para os coletivos que estão se autoanalisando e se autogestionando para incorporar-se a eles sob um estatuto novo, resultante das criticas das posições, postos, hierarquias dentro das instituições, a partir de uma relação de horizontalidade com os membros da comunidade.

As comunidades e experts se organizando em assembleias, grupos de discussão para criarem condições de produzir um saber e desmistificar o saber dominante. Não pode haver uma organização sem um saber, nem um saber sem sua organização.

Em qualquer processo produtivo deverão existir hierarquias, gerencias (expressão de vontade consensual), mas sem que isso implique diferença de poder. Isso não equivale a privilégios na capacidade de decidir, só implica na especialização de algumas tarefas, pois as decisões de fundo são tomadas coletivamente.

Todo saber envolve um poder (e ambos não homogeneamente distribuídos), mas um saber oriundo do Institucionalismo é um saber coletivo, produzido, distribuído e exercitado na vida coletiva - Transformação do saber em potência de colaboração com o coletivo pelo expert que se integra em pé de igualdade a comunidade.

Uma Utopia Ativa colocada em cada ato do cotidiano, pois sempre podem acontecer novamente problemas de concentração de saber e de poder, pois esse processo de autoconhecimento e autogestão é interminável.